sexta-feira

Contar, aprender e encantar... é só começar

Era uma vez...na sala...no palco...na biblioteca...no pátio... Era uma vez em qualquer lugar do país Arco-Íris!
Começou assim com "Dona Fulaninha conta histórias na cozinha", toda sexta-feira na hora do conto.





Depois veio..."A história da Mala"... que história tem na mala? Que segredos ela tem? Um livro ela trás e muitas histórias também!



Agora um avental recheado de histórias...
Com o uso de recursos facilitou o processo da hora do conto, pois o professor pode contar em qualquer hora e local.

Roda de histórias no tapete da roda o fantoche roda de mão em mão e a história também entra na roda...




Olha o avental dando uma voltinha... lá no pátio.










Agora é a vez de embarcar no "Tapete Mágico" e viajar pela história... vem?! Você vai gostar!




E foi assim que aconteceu lá no país do Arco-Íris... o galo cantou e meu conto acabou!





O projeto "Contar e recontar...para encantar!" tem como proposta aplicar os contos no cotidiano escolar com um objetivo além do entretenimento, explorando toda a carga significativa desse fantástico recurso. Visando, obviamente, um estreitamento nas relações humanas entre alunos e professores com bases nos valores, porém de forma lúdica e subjetiva, nada melhor que uma boa história para atingir o coração dos grandes e pequenos. Pensando em tornar esse ambiente agradável e convidativo, inicie na escola Arco-íris (Patrocínio) esse projeto divido em três partes:

A hora do conto:"Dona Fulaninha conta histórias na cozinha" que realizo toda sexta-feira na escola.
Senta que lá vem a história, em qualquer lugar ou hora usando os elementos mágicos: "A história da Mala" , "o avental", " Roda de histórias no tapete da roda" e o "Tapete mágico".
" Contar, aprender e encantar... é só começar", que começou com um curso básico e continua durante as reuniões pedagógicas semanais, que uma pessoa fica responsável pelo conto do dia.


Contar, aprender e encantar... é só começar.

Foi um curso que estruturei para que eu possa passar um pouco do que sei sobre: "A Arte de Contar histórias". O curso foi estruturado em 4 horas e em duas partes. No primeiro momento conto histórias(aproximadamente 8 histórias) usando as mais variadas técnicas e entre uma e outra trabalho a fundamentação desse trabalho. No outro momento ensino a confeccionar fantoches e bonecos para que possam criá-los e utilizá-los nos seus projetos de contar histórias.


A proposta inicial era para aplicação do projeto apenas na escola Arco-Íris, porém o projeto acabou ganhando outras dimensões. Primeiro fui convidada, pela UNIARAXÁ, para ministrar o mesmo curso que estruturei para o projeto, para as alunas de pedagogia e letras, no dia 16 de maio, em Araxá. Logo, fui convidada para realizar outro curso, também em Araxá, no dia 05 de Junho na Escola Municipal Dom Pixote. E a partir daí recebi vários convites para ministrar esse curso, o que é muito satisfatório e gratificante, pois constata que realmente os contos estão voltando com "força total" para as instituições de ensino. E preparar o professor para essa tarefa é mais do que uma obrigação, é plantar uma boa semente para seu crescimento pessoal e profissional.

Se brotar uma pequena folha verde, uma pequena folha de esperança... aí sim esperou ter feito um grande trabalho em favor da VIDA.


A última folhinha verde

Aconteceu, a muito tempo atrás, no Hemisfério Norte...
O Rei estava de cama, muito doente...morrendo lentamente.
Porém, mais forte do que a doença que lhe consumia, era o profundo desanimo que lhe faltava a alma. O rei havia desistido de viver.
Sua filha vinha vê-lo todos os dias e tentava anima-lo, relembrando dos bons momentos da vida.
Mas em vão, ela não reagia.
O rei havia desistido e viver.
Passava os dias inteiros na cama, olhando para a janela à sua frente e observando uma grande árvore que ia lentamente perdendo suas folhas, porque o outono havia chegado.
Em uma manhã, quando a filha tentava animá-lo, o rei lhe disse:
__"Sabe, filha, quando aquela árvore perder a última de suas folhas, terá chegado a minha hora de morrer..."
__Que é isso pai? Que tolice! Por que amarrar o seu destino ao destino de uma árvore?
__Mas o rei não a ouviu, tão absorvido estava em sua melancolia.
A filha então compreendeu que existem momentos em que as palavras ficam muito pobres e não dão mais conta de acender uma luzinha no coração das pessoas.
Resolveu Agir.
Assim que o pai adormeceu, a moça entrou no quarto com um pincel e um potinho de tinta verde. Subiu em um banquinho e pintou no vidro da janela, bem no rumo da árvore que seu pai olhava, uma folhinha verde.
À medida em que o outono ia avançando e o inverno tomava seu lugar, as folhas da árvore desprenderam-se todas e saíram dançando ao vento...
O rei observava cuidadosamente todos os seus movimentos.
Observava, especialmente, uma certa folhinha verde muito teimosa e persistente, que não se movia do lugar e ficava agarrada a árvore, não importava o quão forte fosse o vento, quão inclente fosse a chuva.
Até que a neve chegou e cobriu a árvore com um manto branco.
Mas, de sua cama, o rei havia atado o fio da vida àquela folhinha verde e continuava olhando-a fixamente.
E foi assim, agarrando-se à folhinha verde que o rei atravessou o inverno de sua doença e o inverno de sua alma.
Então, quando a primavera chegou e muitas novas folhinhas cobriam a árvore e àquela pequena folha verde ficou perdida entre tantas outras, o rei encontrou seu ânimo, sua vontade de viver e ficou de pé. E voltou a vida.
Mais tarde, enquanto limpava a folhinha pintada na janela a filha pensou:
__"Espero que, algum dia, se o desânimo tomar conta do meu ser, alguém consiga oferecer uma folhinha verde, para que eu possa receber, através dela, a seiva da vida."
Reescrita por Rosângela Alves


Mas a história não acaba por aí...
Com os cursos tive oportunidade de conviver com professores de outras instituições de ensino, que a princípio não estava previsto no projeto, com isso surgiu a necessidade de manter contato para troca de idéias, histórias e sugestões... dai surgiu a idéia de desse blog para facilitar esse intercâmbio. E é claro como é uma página da rede, está aberta para qualquer pessoa que se interessar, o que dimensiona ainda mais o projeto.
"O aprendizado nunca termina. Não existe parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender."

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá meu nome é Priscila!
Sou professora de um turma de 2º ano, a 3 anos descobri que amo educar e estou iniciando. Fico feliz em saber que existem pessoas que pessam como eu e que não medem esfoços para ensinar com qualidade. Obrigada por divitir sua paixão. Priscila

fabiane disse...

Olá Drica,
Sou bibliotecária e gostaria muito de participar de um curso seu para contaçao de histórias. Moro em Brasília e aqui tem um publico muito grande. Seria muito interessante não só para minha área como para área da educação.
Caso esteja por aqui, me avise.
Trabalho em uma instituição de ensino superior mas estou trabalhando em um projeto com crianças e não tenho habilidade nenhuma em contação de histórias.
Se puder me dar umas dicas, estarei também trabalhando com oficinas.
Abraço e aguardo