quinta-feira

Ah! Os clássicos!

Na biblioteca de contador não pode faltar "os clássicos" , mas os verdadeiros! Não tenha medo, não tente mudar. Conte por mais assustadora que pareça, ou mesmo que tenha morte. É importante para criança viver a história com toda sua intensidade, sentindo emoções tais como: tristeza, raiva, medo, alegria, pavor, insegurança, tranqüilidade...importantes para o seu crescimento, seu desenvolvimento psicológico. Fanny Abramovich defende essa ideia com "unhas e dentes", sendo totalmente contra as publicações que tenta "adocicar" as histórias, destruindo assim a estrutura narrativa.

Ainda, cabe ressaltar que Bettelheim(2001), em seu livro: A psicanálise dos contos de fadas, relata que os contos não poderiam ter seu impacto psicológico sobre as crianças se não fosse primeiro e antes de tudo uma obra de arte. Então, contar histórias é sobre tudo uma arte.



Lembro, certa vez, que contava "A festa no céu" para um grupo de crianças de 2 a 9 anos. E quando relatei que a tartaruga estava caído e que ia se esborrachar, um garoto de 3 anos começou a chorar, desesperadamente, tentaram acalma-lo, mas em vão. Então, quando todos os anjinhos(crianças) são convocados por "Deus" para consertar o casco da tartaruga, ele se levanta do colo de uma professora, enxuga o choro, pega um caquinho e ajuda a consertar a tartaruga. Não sei dizer onde esta história o tocou, mas sei quanto foi significativa e importante para ele naquele momento. Dias depois descobri que mãe havia arrumado um emprego e logo entendi...


Dois clássicos dos irmãos Grimm que são belíssimos e pouco conhecidos:
A donzela que não tinha mãos e
A dama e o leão
São histórias com medo, dor, sofrimento. Mas, tem aventura, suspense, perseverança, amor e dedicação... vale a pela ler.

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