sexta-feira

A história da mala... a mala de contar historias!

Por quê a mala? Porque a mala é um elemento mágico, guarda segredos...


Pode ter 1000 coisas diferentes e inusitadas...

Posso tirar dela, outro elemento mágico para contar a minha história...



E ainda sim permanece o mistério...



Até que é revelado...




"A história da mala"



Então, um livro sai dela e revela de onde saiu aquela história contada.





E o melhor é que não acaba a magia...
Nos dias de biblioteca, em que a criança vai até lá escolher um livrinho para levar para casa e ler com os pais, os mais solicitados são os que um dia foram para a mala. Pois, uma vez colocado na mala automaticamente ganha um valor inestimável, mágico, misterioso. A mala é sem dúvida um recurso riquíssimo e intrigante para o estimulo da leitura, pois cativa, ou melhor fisga a criança com toda sua carga lúdica, instigando ao máximo sua curiosidade e vontade de mostrar aquilo que tanto a agradou e deu prazer.


"Os espelhos são usados para ver o rosto;
a arte para ver a alma."
George Bernard Shaw




Mala surpresa: proposta da hora do conto da E.M. Dom Pixote.
Pertence a uma das participantes do curso que ministrei em Araxá. O projeto ganhando vida e outras dimensões.







Você conhece Malba Tahan? Não!!!


Então conheça:


MALBA TAHAN

Exímio contador de histórias, o escritor árabe Malba Tahan nasceu em 1885 na aldeia de Muzalit, Península Arábica, perto da cidade de Meca, um dos lugares santos da religião muçulmana, o islamismo. A convite do emir Abd el-Azziz ben Ibrahim, assumiu o cargo de queimaçã (prefeito) da cidade árabe de El-Medina. Estudou no Cairo e em Constantinopla. Aos 27 anos, recebeu grande herança do pai e iniciou uma longa viagem pelo Japão, Rússia e Índia. Morreu em 1921, lutando pela libertação de uma tribo na Arábia Central.
A melhor prova de que Malba Tahan foi um magnífico criador de enredos é a própria biografia de Malba Tahan. Na verdade, esse personagem das areias do deserto nunca existiu. Foi inventando por outro Malba Tahan, que de certo modo também não existiu efetivamente: tratava-se apenas do nome de fantasia, o pseudônimo, sob o qual assinava suas obras o genial professor, educador, pedagogo, escritor e conferencista brasileiro Júlio César de Mello e Souza. Na vida real, Júlio nunca viu uma caravana atravessar um deserto. As areias mais quentes que pisou foram as das praias do Rio de Janeiro, onde nasceu em 6 de maio de 1895. Júlio César era assim, um tipo possuído por incontrolável imaginação. Precisava apenas inventar um pseudônimo, mas aproveitava a ocasião e criava um personagem inteiro.Foi um caso raro de professor que ficou quase tão famoso quanto um craque do futebol. Em classe, lembrava um ator empenhado em cativar a platéia. Escolheu a mais temida das disciplinas, a Matemática. Criou uma didática própria e divertida, até hoje viva e respeitada. Ainda está para nascer outro igual.


Problemas das 1001 Noites
Malba Tahan e Júlio César formaram uma dupla de criação que produziu 69 livros de contos e 51 de Matemática. Mais de dois milhões de exemplares já foram vendidos. A obra mais famosa, O Homem que Calculava, está na 66e edição.
Com o seu pseudônimo, Júlio César propunha problemas de Aritmética e Álgebra com a mesma leveza e encanto dos contos das Mil e Uma Noites. Com sua identidade real, foi um criativo e ousado professor, que estava muito além do ensino exclusivamente teórico e expositivo da sua época, do qual foi um feroz crítico. "O professor de Matemática em geral é um sádico", acusava. "Ele sente prazer em complicar tudo."



Quando tinha 23 anos, e era colaborador do jornal carioca O imparcial, entregou a um editor cinco contos que escrevera. A papelada ficou jogada vários dias sobre uma mesa da redação. Sem fazer nenhum comentário, Júlio César pegou o trabalho de volta. No dia seguinte, reapareceu no jornal. Trazia os mesmos contos, mas com outra autoria. Em vez de J.C. de Mello e Souza, assinava R.S. Slade, um fictício escritor americano. Entregou os contos novamente ao editor, dizendo que acabara de traduzi-los e que faziam grande sucesso em Nova York. O primeiro deles, A Vingança do Judeu, foi publicado já no dia seguinte - e na primeira página. Os outros quatro tiveram o mesmo destaque.


Júlio César aprendeu a lição e decidiu que iria virar Malba Tahan. Nos sete anos seguintes, mergulhou nos estudos sobre a cultura e a língua árabes. Em 1925, decidiu que estava preparado. Procurou o dono do jornal carioca A Noite, Irineu Marinho, fundador da empresa que se tornaria as atuais Organizações Globo. Marinho gostou da idéia. Contos de Mil e Uma Noites foi o primeiro de uma série de escritos de Malba Tahan para o jornal. Detalhista, Júlio César providenciou até mesmo um tradutor fictício. Os livros de Malba Tahan vinham sempre com a "tradução e notas do prof. Breno Alencar Bianco".

MUDANÇA NA IDENTIDADEMalba Tahan, em árabe, quer dizer o "Moleiro de Malba". Malba é um oásis e Tahan, o sobrenome de uma aluna, Maria Zechsuk Tahan. Por deferência do presidente Getúlio Vargas, o professor (ao lado, em aula) pode usar o pseudônimo na carteira de identidade. Ele gostava de "vistar "os trabalhos escolares carimbando o "Malba Tahan" escrito em caracteres árabes.


Júlio César viveu sem se dar conta do patrimônio cultural que construíra.


E deixou instruções para seu enterro. Não queria que adotassem luto em sua homenagem. Citando o compositor Noel Rosa, explicou o porquê:


"Roupa preta é vaidade

para quem se veste a rigor

o meu luto é a saudade

e a saudade não tem cor".

Revista Nova Escola /Setembro 1995
Luiza Villamea
Uma boa sugestão é um clássico "o homem que calcula" para trabalhar com crianças a partir de 9 anos, pois o livro traz desafios matemáticos muito interessante que despertam a curiosidade e a imaginação da garotada. Sem dúvida é um livro capaz de fazer qualquer pessoa a se apaixonar pelo lado fascinante da matemática.

A herança dos 35 camelos
A caminho de Bagdá, eu e o homem que calculava nos deparamos com 3 irmãos discutindo calorosamente a respeito de uma herança deixada pelo seu falecido pai. A herança se tratava de 35 camelos a serem divididos, segundo a vontade do pai, de forma que o mais velho ficasse com metade dos camelos, o irmão do meio com a terça parte e o mais novo com a nona parte do total de camelos.
Os irmãos não chegavam a um acordo pois a quantia não era exata. O homem que calculava, então, chegou e disse que era muito simples resolver esse problema juntando aos 35 camelos com meu camelo, totalizando 36 camelos para serem divididos. Logo protestei, afina precisávamos do camelo para chegarmos em Bagda. Mas ,contudo, o homem que calculava me pediu que confiasse em suas habilidades matemáticas. E continuou dizendo:
__Deverias meu amigo (o irmão mais velho) receber a metade de 35 ou seja 17 e meio. Receberás a metade de 36, e portanto 18 camelos. Não tens nada a reclamar, saíste, pois é claro, lucrando com esta divisão. Dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou :
__E tu, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, saíste com visível lucro na transação. E disse por fim ao mais moço:
__E tu, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35 isto é, 3 e tanto. Vais receber a nona parte de 36 isto é , 4. O teu lucro foi igualmente notável. E concluiu serenamente:
__Todos saíram lucrando, couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, um total de 34 camelos. Dos 36 camelos sobraram portanto ainda 2, um pertence ao meu amigo que gentilmente nos emprestou um camelo para efetuar a partilha. Então, se me permitirem vou ficar com o outro por ter resolvido o problema de forma que todos saíram ganhando.
__ Em nome de Alá, aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça.

Contar, aprender e encantar... é só começar

Era uma vez...na sala...no palco...na biblioteca...no pátio... Era uma vez em qualquer lugar do país Arco-Íris!
Começou assim com "Dona Fulaninha conta histórias na cozinha", toda sexta-feira na hora do conto.





Depois veio..."A história da Mala"... que história tem na mala? Que segredos ela tem? Um livro ela trás e muitas histórias também!



Agora um avental recheado de histórias...
Com o uso de recursos facilitou o processo da hora do conto, pois o professor pode contar em qualquer hora e local.

Roda de histórias no tapete da roda o fantoche roda de mão em mão e a história também entra na roda...




Olha o avental dando uma voltinha... lá no pátio.










Agora é a vez de embarcar no "Tapete Mágico" e viajar pela história... vem?! Você vai gostar!




E foi assim que aconteceu lá no país do Arco-Íris... o galo cantou e meu conto acabou!





O projeto "Contar e recontar...para encantar!" tem como proposta aplicar os contos no cotidiano escolar com um objetivo além do entretenimento, explorando toda a carga significativa desse fantástico recurso. Visando, obviamente, um estreitamento nas relações humanas entre alunos e professores com bases nos valores, porém de forma lúdica e subjetiva, nada melhor que uma boa história para atingir o coração dos grandes e pequenos. Pensando em tornar esse ambiente agradável e convidativo, inicie na escola Arco-íris (Patrocínio) esse projeto divido em três partes:

A hora do conto:"Dona Fulaninha conta histórias na cozinha" que realizo toda sexta-feira na escola.
Senta que lá vem a história, em qualquer lugar ou hora usando os elementos mágicos: "A história da Mala" , "o avental", " Roda de histórias no tapete da roda" e o "Tapete mágico".
" Contar, aprender e encantar... é só começar", que começou com um curso básico e continua durante as reuniões pedagógicas semanais, que uma pessoa fica responsável pelo conto do dia.


Contar, aprender e encantar... é só começar.

Foi um curso que estruturei para que eu possa passar um pouco do que sei sobre: "A Arte de Contar histórias". O curso foi estruturado em 4 horas e em duas partes. No primeiro momento conto histórias(aproximadamente 8 histórias) usando as mais variadas técnicas e entre uma e outra trabalho a fundamentação desse trabalho. No outro momento ensino a confeccionar fantoches e bonecos para que possam criá-los e utilizá-los nos seus projetos de contar histórias.


A proposta inicial era para aplicação do projeto apenas na escola Arco-Íris, porém o projeto acabou ganhando outras dimensões. Primeiro fui convidada, pela UNIARAXÁ, para ministrar o mesmo curso que estruturei para o projeto, para as alunas de pedagogia e letras, no dia 16 de maio, em Araxá. Logo, fui convidada para realizar outro curso, também em Araxá, no dia 05 de Junho na Escola Municipal Dom Pixote. E a partir daí recebi vários convites para ministrar esse curso, o que é muito satisfatório e gratificante, pois constata que realmente os contos estão voltando com "força total" para as instituições de ensino. E preparar o professor para essa tarefa é mais do que uma obrigação, é plantar uma boa semente para seu crescimento pessoal e profissional.

Se brotar uma pequena folha verde, uma pequena folha de esperança... aí sim esperou ter feito um grande trabalho em favor da VIDA.


A última folhinha verde

Aconteceu, a muito tempo atrás, no Hemisfério Norte...
O Rei estava de cama, muito doente...morrendo lentamente.
Porém, mais forte do que a doença que lhe consumia, era o profundo desanimo que lhe faltava a alma. O rei havia desistido de viver.
Sua filha vinha vê-lo todos os dias e tentava anima-lo, relembrando dos bons momentos da vida.
Mas em vão, ela não reagia.
O rei havia desistido e viver.
Passava os dias inteiros na cama, olhando para a janela à sua frente e observando uma grande árvore que ia lentamente perdendo suas folhas, porque o outono havia chegado.
Em uma manhã, quando a filha tentava animá-lo, o rei lhe disse:
__"Sabe, filha, quando aquela árvore perder a última de suas folhas, terá chegado a minha hora de morrer..."
__Que é isso pai? Que tolice! Por que amarrar o seu destino ao destino de uma árvore?
__Mas o rei não a ouviu, tão absorvido estava em sua melancolia.
A filha então compreendeu que existem momentos em que as palavras ficam muito pobres e não dão mais conta de acender uma luzinha no coração das pessoas.
Resolveu Agir.
Assim que o pai adormeceu, a moça entrou no quarto com um pincel e um potinho de tinta verde. Subiu em um banquinho e pintou no vidro da janela, bem no rumo da árvore que seu pai olhava, uma folhinha verde.
À medida em que o outono ia avançando e o inverno tomava seu lugar, as folhas da árvore desprenderam-se todas e saíram dançando ao vento...
O rei observava cuidadosamente todos os seus movimentos.
Observava, especialmente, uma certa folhinha verde muito teimosa e persistente, que não se movia do lugar e ficava agarrada a árvore, não importava o quão forte fosse o vento, quão inclente fosse a chuva.
Até que a neve chegou e cobriu a árvore com um manto branco.
Mas, de sua cama, o rei havia atado o fio da vida àquela folhinha verde e continuava olhando-a fixamente.
E foi assim, agarrando-se à folhinha verde que o rei atravessou o inverno de sua doença e o inverno de sua alma.
Então, quando a primavera chegou e muitas novas folhinhas cobriam a árvore e àquela pequena folha verde ficou perdida entre tantas outras, o rei encontrou seu ânimo, sua vontade de viver e ficou de pé. E voltou a vida.
Mais tarde, enquanto limpava a folhinha pintada na janela a filha pensou:
__"Espero que, algum dia, se o desânimo tomar conta do meu ser, alguém consiga oferecer uma folhinha verde, para que eu possa receber, através dela, a seiva da vida."
Reescrita por Rosângela Alves


Mas a história não acaba por aí...
Com os cursos tive oportunidade de conviver com professores de outras instituições de ensino, que a princípio não estava previsto no projeto, com isso surgiu a necessidade de manter contato para troca de idéias, histórias e sugestões... dai surgiu a idéia de desse blog para facilitar esse intercâmbio. E é claro como é uma página da rede, está aberta para qualquer pessoa que se interessar, o que dimensiona ainda mais o projeto.
"O aprendizado nunca termina. Não existe parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender."

quinta-feira

Quem é Sherazade?


Que nunca ouviu falar nas " mil e um noites"?
Ou em Sherazade, a maior contadora de histórias do mundo?


Prepare o coração: a viagem que começa agora vai te levar às alturas num meio de transporte nada comum -- o tapete mágico! E olha que isso é só o começo. Durante as mil e uma noites que temos pela frente, veremos rainhas e sultões, gênios e monstros, lutas e intrigas, tudo em clima de muita magia, beleza e mistério! Ainda vamos encontrar velhos amigos, como Aladim, Ali-babá e até os quarenta ladrões! Ficou curioso? Então é hora de conhecer As mil e uma noites, livro que reúne as histórias mais deslumbrantes do mundo árabe.
"...Tudo começa com a história do rei Shariar. Ele descobre que está sendo traído pela esposa, que tem um servo como amante, e, enfurecido, mata os dois. Depois, toma uma decisão terrível: a cada noite, vai se casar com uma nova mulher e, na manhã seguinte, ordenar sua execução, para nunca mais ser traído. Assim procede por três anos, causando medo e lamentações em todo o reino. Um dia, a filha mais velha do primeiro-ministro do rei, a bela e sábia Sherazade, diz ao pai que tem um plano para acabar com a barbaridade do rei. Para aplicá-lo, porém, ela precisa casar-se com ele. Horrorizado, o pai tenta convencer a filha a desistir da idéia, mas Sherazade estava decidida a acabar de vez com a maldição que aterroriza a cidade. Quando chega a noite de núpcias, sua irmã mais nova, Duniazade, faz o que sua Sherazade havia pedido. Vai de madrugada até o quarto dos recém-casados e, chorando, pede para ouvir uma das fabulosas histórias que a irmã conhece. Sherazade começa então a narrar uma intrigante história que cativa a atenção do rei, mas não tem tempo de acabar antes do amanhecer. Curioso para saber o fim do conto, Shariar concede-lhe mais um dia de vida. Mal sabe ele que essa seria a primeira de mil e uma noites! As histórias de Sherazade, uma mais envolvente que a outra, são sempre interrompidas na parte mais interessante. Assim, dia após dia, sua morte vai sendo adiada.
Como essa história termina? Leia o livro e descubra...
Júlia Dias Carneiro
Ciência Hoje das Crianças
12/12/01

segunda-feira

Formando leitores

"Me digas com quem tu andas que direi quem tu és..."
"Me digas o que lê e direi quem tu és..."
Quer formar leitores? Seja um e saberá como.
Não tem formula ou receita, é simplesmente ler.

Ler tudo que lhe interessar: receitas, revistas, livros, quadrinhos tudo é conhecimento bom ou ruim. Ler, ler e ler...
E só o tempo e muita leitura lhe capacitará a discernir e a ter uma leitura de mundo mais ampla e eloqüente.

Tenho uma filha de 7 anos que está descobrindo a leitura agora. É lindo ver e presenciar esta descoberta, que não faz por obrigação, mas por curiosidade, com alegria e prazer. Começou a ler aos 5 anos, uma palavrinha aqui a outra ali. Mas agora lê tudo que encontra livros, revistas, receitas e quadrinhos (principalmente), adora e dá boas gargalhadas, lê com satisfação. Ultimamente, tem adorado as fábulas de ESOPO já leu e releu quase todas. Mas esse amor pela leitura não foi ensinado, ele foi descoberto, deslumbrado.
Você sabe que cenoura é bom para a saúde mas nem por isso você come cenoura todos os dias. O mesmo acontece com a leitura faz parte do seu dia-a-dia, é necessária. Você pode obrigar alguém a ler, mas não pode ensinar a amar o mundo das letras. Essa "essência" mágica só pode ser transmitida por algo maior, por algo que não pode ser explicado por palavras. Essa paixão, essa eloqüência só pode ser vivida, experimentada. Então, só aquele que tem vivências literarias significativas pode realmente formar um bom leitor.

Revistas e revistinhas são uma boa opção de informação e lazer. Gosto de varias e de todos os assuntos, sempre tem algo de interessante ou curioso para oferecer.

Quandrinhos são ótimos. Eu ADORO, principalmente, MAFALDA e CALVIN são, extremamente, inteligentes. A diversão é garantida.



Livros e mais livros...




de todos os assuntos...





Romances e romances...

Leia sempre.





Estou lendo esse... quem conta a história é a morte e acontece durante a 2ª guerra mundial, época que me desperta muito interesse.





Sisto(2005) afirma em seu livro que é comum o educador querer desenvolver em seus alunos o gosto pela leitura, quando ele mesmo não é um leitor. O contador de histórias PRECISA GOSTAR DE LER, isso é um pré requisito básico, caso contrário sua intervenção é fraca, e desprovida de sentido, pois se torna algo artificial. Mas, antes de tudo não pensar na leitura como uma exigência profissional, teórica, mas acima de tudo como uma necessidade pessoal. Essa amplitude é que confere ao profissional uma leitura mais sofisticada de mundo, com discernimento para dizer o que é bom ou ruim, para ler nas entre linhas, falar com entusiasmo e emoção. O contador é acima de tudo um curioso, um investigador que olha 360º . Que é capaz de falar com segurança é paixão do mundo das letras.

Ler é fumdamental...

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem. (Mário Quintana)

Para ser um bom contador de histórias não basta ir até a biblioteca e escolher um livrinho. Tem que ter profissionalismo. Quem se propõe a contar tem que ter consciência do que esta fazendo, só intuição não basta. E para isso é indispensável fundamentação. Tem que saber por que? Onde contar? quando? o que contar? Para quem? Para que? Como contar? É preciso acima de tudo sabedoria, seriedade e respeito para contar histórias.
Aqui vai algumas sugestões de livros para enriquecer o trabalho de um bom contador:






























































































Portanto, contar histórias, como afirmou Sisto(2005,36), não é nunca uma opção ingénua. É uma maneira de olhar o mundo. E nossas escolhas nos revelam. Na peregrinação do contador, quanto mais ele avança em conhecimento, mais ele se depara consigo mesmo.
Contar histórias não é uma tarefa fácil, pois requer doação. E emprestar à voz a sociedade. Seu eco propaga seu intimo e um grito, mais profundo, da humanidade.
Sim, os contos são de suma importância para a criança, para o homem. Por serem extremamente simples, às vezes, não acreditamos em todo seu potencial.
Mas, mesmo em uma sociedade tecnicista, cibernética e moderna pode e deve haver espaço para o mágico, para a fantasia, para a redenção do robô(Read, 1986).
“Eu contei essa história, que outros antes de mim contaram, eu
a derramei na taça de suas memórias para que vocês a levem...”


A figura do contador de histórias ou das sociedades orais repousa sobre o valor e o respeito pela palavra, da qual não se deve lançar mão sem prudência, pois seu caráter é sagrado, visto que sua origem é divina, como fonte de magia. A palavra é por excelência o grande veículo das forças etéreas (Matos, 2005:11). Um dom de Deus, que ao mesmo tempo que é divina, no sentido descendência, é sagrada Segundo Matos (2005:1) os contadores de histórias ou “gente das maravilhas”, como são chamados pelo árabes, são guardiões de tesouros feitos de palavras, que ensinam e curam, que ampliam perspectivas capazes de fazer ‘o homem’ compreender o mundo e a si mesmo.
“O conto não é gratuito, não é para crianças, fala ao homem do homem, do que vale a pena ser vivido.” Christophe Vallée

sexta-feira

Mais...e mais livros.

Acho essa história muito criativa, as crianças maiores adoram a versão do lobo.

Eva Funari escreve e desenha histórias ótimas. Essa coleção "o avesso da gente" é muito boa e vale apena ler todos.
Que linda! Os pequeninos adoram este livro sem texto que brinca com a imaginação e o desejo de cada um.


É pura brincadeira...




Esse livro é uma preciosidade, fala do nosso dia-a-dia e dos rótulos que, infelizmente, as colocam em nos e que não valem nada, pois o essencial é você.



A velhice tratada por um ângulo bem questionador.





E afinal o que é um sonho? Esse livro é um grande viagem, um grande sonho.