terça-feira

Ruth Rocha é D+!!!!

Dona Fulaninha adooooooooooooooooooooooora as histórias da Ruth Rocha.

Essa, em especial ...As coisas que fala... é muito linda e ressalta o quanto é importante "as coisas que a gente fala" ...que cada palavra toma uma forma...um sentido...dependendo de quem ouve... e pensando nisso, Dona Fulaninha e a Professora Fernanda Ribeiro, usaram a hora do conto, com essa história, para "detonarem" um projeto na 3ª série da Escola Arco-íris com o tema: verdade ou mentira.

Dona Fulaninha convidou as crianças para uma roda de histórias...
que aconteceu + ou- assim...

primeiro brincamos de telefone sem fio...
e depois discutimos sobre o que aconteceu...
porque a informação não era a mesma do início?
O que ocorreu?
Cada um levantou hipóteses...


Depois, Dona Fulaninha apresentou Gabriela, uma boneca ...ops...uma menina sapeca que veio participar da hora do conto... Era uma vez...
As Coisas que a Gente Fala


As coisas que a gente fala saem da boca da gente

e vão voando, voando, correndo sempre pra frente.

Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente.

Quando a pessoa presente

É pessoa distraída

Não presta muita atenção.

Então as palavras entram

E saem pelo outro lado

Sem fazer complicação.

Mas ás vezes as palavras

Vão entrando nas cabeças,

Vão dando voltas e voltas,

Fazendo reviravoltas

E vão dando piruetas.

Quando saem pela boca

Saem todas enfeitadas.

Engraçadas, diferentes,

Com palavras penduradas.

Mas depende das pessoas

Que repetem as palavras.

Algumas enfeitam pouco.

Algumas enfeitam muito.

Algumas enfeitam tanto,

Que as palavras - que

Engraçado!- nem parece as palavras que entraram pelo outro lado.

E depois que elas se espalham,

Por mais que a gente procure,

Por mais que a gente recolha,

Sempre fica uma palavra,

Voando como uma folha,

Caindo pelos quintais,

Pousando pelos telhados,

Entrando pelas janelas,

Pendurada nos beirais.

Por isso, quando falamos,

Temos de tomar cuidado.

Que as coisas que a gente fala

Vão voando, vão voando,E

ficam por todo lado.

E até mesmo modificam

O que era nosso recado.

Eu vou contar pra vocês

O que foi que aconteceu,

No dia em que a Gabriela

Quebrou o vaso da mãe dela

E acusou o Filisteu.

- Quem foi que quebrou meu vaso? Meu vaso de ouro e laquê,

Que eu conquistei no concurso,

No concurso de crochê?

- Quem foi que quebrou seu vaso?- a Gabriela respondeu

- Quem quebrou seu vaso foi...o vizinho, o Filisteu.

Pronto! Lá vão as palavras!

Vão voando, vão voando...

Entrando pelos ouvidos

De quem estiver passando.

Então entram pelo ouvido

De dona Felicidade:

- o Filisteu? Que bandido!

que irresponsabilidade!

As palavras continuam

A voar pela cidade.

Vão entrando nos ouvidos

De gente de toda idade.

E aquilo que era mentira

Até parece verdade...

Seu Golias, que é vizinho

De dona Felicidade,

E que é o pai do Filisteu,

Ao ouvir que o filho seu

Cometeu barbaridade,

Fica danado da vida,

Inventa logo um castigo,

Sem tamanho, sem medida!

Não tem mais festa!

Não tem mais coca-cola!

Não tem TV!

Não tem jogo de bola!

Trote no telefone? Nem mais pensar!

Isqueite? Milquicheique?? Vão acabar!

Filisteu, que já sabia

Do que tinha acontecido,

Ficou muito chateado!

Ficou muito aborrecido!

E correu logo pro lado,

Pra casa de Gabriela:

- Que papelão você fez! Me deixou em mal estado,

Com essa mentira louca

Correndo por todo lado.

Você tem que dar um jeito!

Recolher essa mentira

Que me deixa atrapalhado!

Gabriela era levada,

Mas sabia compreender

As coisas que a gente pode

E as que não pode fazer;

E a confusão que ela armou,

Saiu para resolver.

Gabriela foi andando.E as mentiras que ela achava

Na sacola ia guardando. Mas cada vez mais mentiras

O vento ia carregando...Gabriela encheu sacola,

Bolsa de fecho de mola,

Mala, malinha, maleta.

E quanto mais ia enchendo,

Mais mentiras ia vendo,

Voando, entrando nas casas,

Como se tivessem asas,

Como se fossem - que coisa!- um milhão de borboletas!

Gabriela então chegou

No começo de uma praça.

E quando olhou para cima

Não achou a menor graça!

Percebeu - calamidade!- que a mentira que ela disse cobria toda a cidade!

Gabriela era levada,

Era esperta, era ladina,

Mas, no fundo, Gabriela

Ainda era uma menina.

Quando viu a trapalhada

Que ela conseguiu fazer,

Foi ficando apavorada,

Sentou-se numa calçada,

Botou a boca no mundo,

Num desespero profundo...Todo mundo em volta dela

Perguntava o que é que havia.

Por que chora Gabriela? Por que toda esta agonia?

Gabriela olhou pro céu

E renovou a aflição.

E gritou com toda força

Que tinha no seu pulmão:

- Foi mentira!- Foi mentira!

Com as palavras da menina

Uma nuvem se formou,

Lá no alto, muito escura,

Que logo se desmanchou.

Caiu em forma de chuva

E as mentiras lavou.

Mas mesmo depois do caso

Que eu acabei de contar,

Até hoje Gabriela

Vive sempre a procurar.

De vez em quando ela encontra

Um pedaço de mentira.

Então recolhe depressa,

Antes dela se espalhar.

Porque é como eu lhes dizia.

As coisas que a gente fala

Saem da boca da gente

E vão voando, voando,

Correndo sempre pra frente.

Sejam palavras bonitas

Ou sejam palavras feias;

Sejam mentira ou verdade

Ou sejam verdades meias;

São sempre muito importantes

As coisas que a gente fala.

Aliás, também têm força

As coisas que a gente cala.

Ás vezes, importam mais

Que as coisas que a gente fez...

"Mas isso é uma outra história que fica pra uma outra vez..."

No fim da história, Dona Fulaninha, propós uma brincadeira...disse que a Gabriela (boneca) gostou tanto daquela turma que pediu para que a deixasse passar um dia na casa de cada criança...as criança adoraram a idéia. Porém como Gabriela era danada ...muito levada...e mentirosa ela aprontaria alguma na casa de cada um e colocaria a culpa neles...

O trabalho ficou fantástico...cada criança criou um situação "de travessura" que registraram em forma de textos, desenhos e fotos. O projeto envolveu a família...com depoimentos...produção de fotos...relatórios...
E gerou um lindo portfólio sobre: a verdade e mentira...

Gabriela passa baton no rosto do avô de uma aluna...



Gabriela maquiando a aluna enquanto tirava uma soneca...



Nossa que macabro!!!!! Gabriela feriu a irmã de um aluno...




Nossa!!!... vai cortar a roupa da mãe...






Rabiscando a parede... e por aí vai!




Mas... no final todos descobrem ...a culpa é da Gabriela.
Mas... ela nos ensinou muito!!!
Sobre importância de assumir responsabilidades.
Aprender a ouvir o que os outros tem para dizer...
o que pensam sobre o nosso comportamento
e o principal: o quanto é imortante... AS COISAS QUE A GENTE FALA.
Confiram o trabalho aqui neste endereço...








2 comentários:

Deise disse...

Puxa Vida Drica, que barato....
Amei, com essas idéias vc já me deu idéias para outroslivros que tenho. Agradeço tbm pelos slides da Bruxa Salomé, faz tempo que quero esse livro, só não comprei esse mês porque já havia comprado outro, o Acordais, da Regina Machado, estou adorando, se vc puder colocar os slides da Uxa, vai ser tudo de bom. Querida, tenha uma ótima semana, fica com Deus. bj,

Ivanise Meyer disse...

Oi, Drica!
Este projeto está bárbaro!
Show!!!
Parabéns!
Beijinhos,
Ivanise :)